SP Arte 2026
de 08/04/2026 à 12/04/2026
Pavilhão Bienal - Parque Ibirapuera - São Paulo
Em 2026, a WG galeria se apresenta pela segunda vez na feira SP-Arte, que acontece entre os dias 08 e 12 de abril, no pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em SP, trazendo uma curadoria de artistas que se destacaram no casting nos últimos anos.
Após dois anos instalada no centro de São Paulo e se relacionando prioritariamente com colecionadores da cidade, 2025 foi o ano em que a WG alçou voos maiores e participou pela primeira vez em três grandes feiras de artes no Brasil, sendo a SP-Arte a mais importante delas.
Neste ano, a composição de obras que ocupa o estande mostra que o processo de desenvolvimento dos seus artistas tem sido tão interessante quanto o da própria galeria.
Quatro artistas assumem protagonismo com trabalhos que vão de temas ligados à ecologia, emergência climática e questões do feminino (repertório que de maneira natural se tornou quase uma identidade da WG), à pesquisas sobre a própria história da arte, mitologias do mundo e cosmologias LGBTQIA+.
Gritos agudos que ecoam dos trabalhos têxteis de Poliana Toussaint (1980, MG | atual Paris, França) lembram que as paisagens que o olhar captura hoje estão se esvaindo em ritmo acelerado, embora muitas vezes se use o termo “pouco a pouco” para resumir tal contexto, o que minimiza o perigo iminente. A artista intercala paisagens figurativas com outras que à primeira vista podem parecer abstratas formadas por entrelaces de fios, mas que logo se revelam enquanto jardins, flores e cores. Ao mesmo tempo intercala urgência e paz: ora fundos claros, tons exuberantes e movimentos leves, ora veludo preto, breu e chamas. Os materiais têxteis e fios que em seu trabalho não seguem tendência cromática específica ou atendem disponibilidade de mercado e coleção, transitam entre dezenas de cores de lotes fora de linha, encontrados de diversas maneiras pelos armarinhos brasileiros, franceses e no universo digital, e vão de fios de lã de cores alegres a fios de ferro. Uma natureza que respira, mas também tensiona. Os trabalhos compõem uma coleção extraordinariamente inédita de obras da artista produzidas na França, ao longo da segunda metade de 2025 e que viajaram com ela em janeiro de 2026 para São Paulo. A artista produz cerca de 20 obras ao ano, trabalhando diariamente, devido à complexidade do seu bordado e à escolha por não ter qualquer tipo de assistência no processo de produção têxtil.
As assemblages de Carol Ambrósio (1981, SP) enchem os olhos ao criarem contradição intensa entre fragilidade e força, e geram provocações constantes a partir de pesquisa sobre a mulher, seus instintos e suas relações, principalmente as românticas e romantizadas. A artista usa imagens de animais, pedras e adereços clássicos como metáforas e símbolos que, por fim, são muito bem arrematados com um teor sátiro e muitas vezes, ácido. Com um percurso profissional que passa por um antiquário e pelo mercado da moda, a artista iniciou sua pesquisa sobre porcelanas no período em que viveu na China. Atualmente mistura porcelana e cerâmica de “garimpo vintage” com queima artesanal em Raku (técnica primitiva), de algumas peças pontuais que vêm se tornando icônicas em suas séries, como é caso das cabeças de onça e pantera, que queimadas artesanalmente, lhe possibilitam criar uma identidade extremamente própria e facilmente reconhecível dentro das coleções das quais faz parte.
Entre as duas artistas de materiais distintos, a galeria apresenta os pintores Antônio Kuschnir e Renata Laguardia. Antônio (2001, RJ) é um jovem pintor brasileiro que vive metade do ano na Alemanha e é representado pela galeria ABC Art, de Genova. Nos outros seis meses do ano, vive no Brasil e produz as obras comercializadas pela WG galeria. Por aqui, já emplacou trabalhos na coleção do Itamaraty-DF, e em 2022 se tornou o artista mais jovem da história do MAC-Niterói a ter uma exposição individual no museu. O pintor apresenta um conjunto de trabalhos inéditos que partem do onírico e passam pela mitologia, momentos da história da arte e cosmologias LGBTQIA+. Já Renata (1991, MG), recém-chegada de uma residência na Suíça, apresenta duas frentes de trabalho, uma que traz um olhar aprofundado e detalhista sobre a natureza e seus macro e micro universos e outra que discorre poeticamente sobre os grupos sociais, seus encontros, ritos e idiossincrasias. A artista também apresenta pela primeira vez as pinturas produzidas durante a residência internacional P.A.i.R.S, em Sigriswil, onde aprimorou a técnica na qual camadas de tinta são derrubadas propositalmente sobre a tela no chão, depois de "pronta”, em um exercício sobre controle e acaso na pintura, o que acaba por revelar uma nova obra, com um novo espectro pictórico.
Para além dos quatro artistas centrais, a galeria destinará parte do seu espaço expositivo na feira aos trabalhos de Elvira Freitas Lira (1999, PE). Suas pinturas unem a cultura pop urbana à sua relação afetiva com as culturas tradicionais e contemporâneas do nordeste. Trabalha principalmente com a pintura figurativa em acrílica e óleo, também fazendo uso de técnicas mistas que abrangem a colagem, assim como escritos e poesias.
A tais artistas, somam-se ainda trabalhos (têxteis, esculturas, bordados e pinturas) de outros artistas representados e convidados da galeria: Alex Rocca (1982, PR), James Kudo, Mariana Weigand (1984, SP), Nina Horikawa (1994, SP), Rafaela Foz (1994, SP) e Tathyana Santiago (1987, SE).
Do ponto de vista expográfico, os sócios, artistas e arquitetos Mariana Weigand e André Weigand, assinam o projeto. Desta vez, as paredes móveis que guardam traineis internos, (criação autoral da galeria) atravessarão o espaço duplamente, formando um painel de 4 metros de largura. Posicionada em diagonal no estande, a "parede móvel” ajudará a esculpir diferentes cenas em contraposição, além de sustentar um robusto acervo bem organizado e de fácil acesso aos colecionadores.
Artistas: Alex Rocca | Antonio Kuschnir | Carol Ambrósio | Elvira Freitas Lira
Mariana Weigand | Marina Quintanilha | Nina Horikawa | James Kudo
Poliana Toussaint | Rafaela Foz | Renata Laguardia | Tathyana Santiago