SP Arte Rotas 2025​​​​​​​
de 27/08/2025 à 31/08/2025 
ARCA - Vila Leopoldina  - São Paulo
Serão expostos trabalhos de técnicas distintas numa narrativa que origina-se em São Paulo, percorre os interiores, até Minas Gerais, e segue longe para Aracaju, no Sergipe, para então expandir-se para o mundo real e imaginário das experiências individuais e do reconhecimento do feminino-coletivo. 
Para a SP-Arte Rotas 2025, a WG galeria reúne obras de cinco artistas que buscam novas maneiras de existir por novas formas e narrativas. Com idades entre 35 e 45 anos, e todas desempenhando também a função de mãe - cada qual no seu contexto - elas percorrerão, na costura criada pela WG, os temas de gênero, estruturas de poder, pertencimento, ecologia, maternagem, memória e deslocamento. 
Como ponto de ancoragem, a conceituação das pesquisas, que buscam aceitar a forma das coisas imperfeitas, transitórias, incompletas e não convencionais. 
Renata Laguardia apresenta pinturas à óleo e pastel que fazem paralelos na forma como a sociedade extrativista em que vivemos explora tanto matas e florestas quanto o corpo feminino. De suas paisagens espere água, igarapés, vegetação do cerrado, jardins (que considera a natureza domesticada) céus, fogo, mães e filhos. Também por meio da pintura, usando óleo e cera de abelha, Tathyana Santiago reflete a vida do interior nordestino. Objetos e cores transitam na fronteira entre a abstração e figuração, criando composições marcadas por gestualidade espontânea e texturas densas. 
As assemblages de Carol Ambrósio interagem entre o orgânico e o sintético enquanto unem a fantasia à realidade e criam contos sem fadas. Mulheres-panteras, por exemplo, são obras tridimensionais que assumem papel antagonista a objetos, mobílias, paisagens, imobilidades e à fragilidade dos próprios materiais que as compõem, delicadas cerâmicas, em sua maioria.
O trabalho têxtil, ofício ancestral transmitido de mãe para filha por gerações, que muito recentemente na história da arte conquista o acesso e trânsito pelo espaço expositivo das galerias e instituições, ao superar a limitante designação de artesanato, ocupa lugar importante na expografia criada pela galeria, por meio das obras de Mariana Weigand e Poliana Toussaint. 
As aquarelas e bordados de Weigand falam de afetividade e narram novas histórias a partir das sutilezas impregnadas nos tecidos que chegam nas mãos da artista por diferentes caminhos, enquanto Toussaint se reconecta com o bordado, técnica aprendida em sua infância, em Minas Gerais, criando peças monumentais bordadas manualmente, sem desenhos preliminares, compondo e sobrepondo cores como faria uma pintura. 



Artistas: Carol Ambrósio |  Mariana Weigand
              Poliana Toussaint | Renata Laguardia | Tathyana Santiago

Artistas com participação pontual: Elvira Freitas Lira | Shay Marias